Apresentação

ORIGENS / CONSTRUÇÃO / INAUGURAÇÃO / CINEMA / TOMBAMENTO / RESTAURAÇÃO

A grande capacidade de público e o palco projetado para receber os mais diversos espetáculos fazem do Central um espaço privilegiado e um dos poucos do gênero disponíveis atualmente no país. Teatro,dança, ópera, concerto, show. A história do Cine-Theatro Central é um desfilar de grandes nomes das artes nacionais e internacionais, responsáveis por momentos de beleza e emoção, que se apresentaram ao longo das últimas décadas em Juiz de Fora.

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O Cine-Theatro Central colocou a cidade na rota de companhias líricas italianas, orquestras e companhias dramáticas nacionais. Seu palco recebeu talentos do porte de um Procópio Ferreira, um dos maiores nomes do teatro brasileiro. Criado em 1955, o Teatro Experimental de Ópera de Juiz de Fora fez do Central cenário de seus concertos líricos até início dos anos 70. Quando o país inteiro se voltou para os movimentados e inovadores festivais de música, o Central também mobilizou torcidas na década de 60 e 70 e o juizforano conheceu alguns dos então promissores talentos da música brasileira, como Milton Nascimento, Gonzaguinha e Sueli Costa.

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A casa logo se consagraria como excelente palco de shows musicais. Cantores como Tom Jobim, Chico Buarque, Djavan, Cássia Eller, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, João Gilberto, Maria Rita, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Adriana Calcanhoto fizeram apresentações no Central, alguns mais de uma vez, como Milton Nascimento, um dos artistas que aderiram à campanha de recuperação do velho cine-theatro na década de 80. João Bosco gravou ali, em 2001, seu CD duplo “Esquinas”. O mesmo fez Emerson Nogueira, que escolheu o Central para gravar ao vivo um álbum duplo.

A beleza arquitetônica e ornamental do Cine-Theatro e o enorme carinho do público juizforano com o grupo de teatro Ponto de Partida, levaram a prestigiada trupe de Barbacena a gravar no Central seu DVD “Ser Minas Tão Gerais”, com participação de Milton Nascimento e o coral Meninos de Araçuaí, num dos mais belos e comoventes espetáculos já vistos no teatro. Um dos principais palcos do tradicional Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, o Central foi palco de estréia da ópera “Zaíra”, em 2004, momento histórico por se tratar da mais antiga obra do gênero sobrevivente no Brasil e recuperada para apresentação no festival.

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Prova da versatilidade do Central são os inúmeros e variados espetáculos de teatro, dança e música que têm se revezado no local nos últimos anos, trazendo a cidade alguns dos principais trabalhos realizados por artistas e grupos como Paulo Autran, Bibi Ferreira, Grupo Corpo de Dança, Eva Tudor, Nathália Timberg, Rosamaria Murtinho, Tuca Andrada, Pedro Cardoso e vários outros. O Central também recebeu o grupo norte-americano Momix, a companhia de dança Débora Colker, a Cia. Nacional de Dança da Bielo-Rússia, o pianista Arthur Moreira Lima, o apresentador e humorista Jô Soares e a bailarina Ana Botafogo. Eles e tantos outros fazem parte da história do Cine-Theatro Central.