Inauguração

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É possível imaginar o arrepio de orgulho e encantamento que certamente tomou conta de todos os que compareceram à festa de inauguração do Cine-Theatro Central, em 30 de março de 1929. Todo o esplendor e a beleza do novo teatro refulgiam nas pinturas de Ângelo Bigi e na iluminação dos lustres de cristal, que davam as boas-vindas ao olhar admirado dos presentes. Ali estava uma vitória da sociedade juizforana, a prova concreta de seu refinamento, um templo de cultura que colocaria a cidade na rota das produções culturais nacionais e estrangeiras.Figuras da alta sociedade local e autoridades como o presidente da província em pessoa, Antônio Carlos Ribeiro de Andrade, prestigiaram a solenidade que contou com apresentação de orquestra e a exibição do filme mudo, em oito atos, “Esposa Alheia”. A festa repercutiu além dos limites do município. O momento que entrou para a história da cidade foi devidamente registrado na Revista Central, uma edição comemorativa que saudou a suntuosidade, a “acústica formidável”, a segurança e o conforto finalmente colocados à disposição do exigente espectador juizforano.

Localizado no coração da cidade, em sua artéria mais querida, a rua Halfeld, apesar de iniciativa particular, o Central exerceria a função de teatro municipal, o espaço elegante e tecnicamente adequado para a apresentação dos grandes espetáculos. Um dos maiores teatros do país, com seus quase dois mil lugares, seria também um dos mais belos e uma das poucas casas do Brasil com infra-estrutura para montagens tão diversas quanto teatro, ópera, balé e concertos. Com este perfil, o palco do Cine-Theatro Central receberia, nas décadas seguintes, alguns dos mais prestigiados artistas nacionais da música, do teatro e da dança.